Analisando o símbolo da doutrina 20 do livro “Nisto Cremos” temos:

Fonte: Livro Nisto Cremos (CPB, 2017, p. 309).
Neste símbolo criado para caracterizar a crença do adventismo atual no Sábado, vemos um sol atrás do número 7. O dia dedicado para a adoração do deus sol é o domingo, em inglês Sunday (dia do sol), o primeiro dia da semana e não o sétimo dia estabelecido na criação, segundo a Bíblia (Gênesis 2: 2 e 3)[1]. Em virtude da adoração à tríade pagã (Ninrode, Semíramis e Tamuz) cristianizada pelo catolicismo na elaboração da doutrina da trindade (deus Pai, deus Filho e deus Espírito Santo) em seus Concílios Antigos (especialmente o II Concílio de Constantinopla, em 553 d.C. (Catecismo da Igreja Católica, 2017, p. 76 parágrafo 253)), o dia de adoração do deus sol do catolicismo (a quem eles chamam de Jesus), é o primeiro dia da semana (o venerável dia do Sol, promulgado pelo imperador Romano Constantino, em 321 d.C. e depois introduzido como doutrina católica no decorrer do século IV); em direta rebeldia e contrafação à verdade Bíblica sobre o Único Deus verdadeiro (João 17:3)[2] e o verdadeiro dia de repouso e guarda, o sétimo dia da semana (Êxodo 20: 8-11; 31:13)[3].
Em Apocalipse 17: 3 a 5 lemos:
“E levou-me em espírito a um deserto, e vi uma mulher assentada sobre uma besta de cor de escarlata, que estava cheia de nomes de blasfêmia, e tinha sete cabeças e dez chifres. E a mulher estava vestida de púrpura e de escarlata, e adornada com ouro, e pedras preciosas e pérolas; e tinha na sua mão um cálice de ouro cheio das abominações e da imundícia da sua prostituição; E na sua testa estava escrito o nome: Mistério, a grande Babilônia, a mãe das prostituições e abominações da terra.”(Apocalipse 17: 3 a 5).
Na Basílica de São João de Latrão, a catedral da Diocese de Roma e a sé episcopal oficial do bispo de Roma, encontra-se uma inscrição que descreve a “maternidade” da Igreja Romana para com as “filhas” de Babilônia. Em um de suas colunas no exterior, encontra-se a seguinte inscrição: “Mãe e cabeça de todas as Igrejas de Roma e do mundo.”. Vejamos:

Fonte: https://www.unitur.com.br/sao-joao-latrao-a-primeira-igreja-do-ocidente/

Fonte: https://fdocuments.in/document/desmascarando-as-farsas-do-cristianismo.html
Essa “mãe”, segundo o texto de Apocalipse 17: 3 a 5, tem na testa uma inscrição “Mistério a grande Babilônia, a mãe das prostituições e abominações da terra”(v.5). No Catecismo Católico encontramos a doutrina do Mistério da Santíssima Trindade como sendo a doutrina PRINCIPAL da fé católica:
“O MISTÉRIO da Santíssima Trindade é o MISTÉRIO central da fé e a vida cristã. É, portanto, a fonte de todos os outros mistérios da fé, é a luz que os ilumina. É o ensinamento mais fundamental e essencial na ‘hierarquia das verdades de fé ‘.” (Directorium catechisticum general, p. 43, apud Catecismo da Igreja Católica, 71, pgfo. 234). Essa “mãe”, a mulher sentada sobre uma besta escarlata (v. 3), tinha na mão “um cálice de ouro cheio das abominações e da imundícia da sua fornicação (idolatria)” (v. 4). Esse é o vinho da prostituição, oferecido na taça da fornicação doutrinária, no cálice de ouro que a grande meretriz de Apocalipse 17, a mãe das prostituições da terra deu de beber aos que habitam sobre a terra (Ap. 14:8; 17:5)[1], a todas as nações: um deus falso (o mistério da santíssima trindade) adorado num dia falso (no domingo “Dies Solis”), o deus trino solar adorado no dia do sol. Vejamos alguns símbolos do catolicismo, onde tem-se a figura do sol dentro da taça dourada, mostrando assim, através das imagens em que constitui o vinho de babilônia.





Vamos rever o que foi publicado na Review and Herald de 04 de abril de 1854 sobre a guarda do domingo (“Dies Solis”):
“RAZÕES CATÓLICAS PARA GUARDAR O DOMINGO.
“1. Porque ‘também é chamado domingo da antiga denominação romana de Dies Solis, o dia do sol, para o qual era sagrado’. ‘Domingo era um nome dado pelos pagãos para o primeiro dia da semana, porque era o dia em que eles adoravam o sol.’ 2. Porque é ‘em honra da bem-aventurada Virgem Maria’. 3. Porque ‘é um dia dedicado pelos apóstolos à honra da Santíssima Trindade’. 4. ‘Porque Cristo nasceu em um domingo.’ 5. Porque ele ‘ressuscitou dos mortos no domingo’. 6. Porque ele ‘enviou o Espírito Santo no domingo’. 7. Porque ‘a obra da nossa redenção foi uma obra maior do que a da nossa criação’. 8. Porque ‘temos para isso a autoridade da Igreja Católica e da tradição apostólica’. 9. Porque ‘o domingo é santificado pela audição da missa’. 10. Por causa de uma carta relatada como tendo ‘vindo do céu para Jerusalém e encontrado no sepulcro de São Simão’. (FRISBIE, J. B., Review and Herald, 04 de abril de 1854)[1].
Por que então colocar a figura de um sol como símbolo do dia de descanso na crença “O Sábado” do livro Nisto Cremos? Estaria o adventismo atual adorando o deus sol (o mesmo deus trino do catolicismo) no dia sétimo? Qual Deus os pioneiros do adventismo adoravam? (veja a publicação sobre a fé dos Pioneiros aqui)
O verdadeiro dia de adoração remete ao verdadeiro Deus que deve ser adorado. Para que haja a verdadeira adoração AS DUAS COISAS precisam andar juntas. Satanás está tentando enganar as pessoas ao fazer elas acreditarem que se guardarem o dia verdadeiro estarão honrando a Deus. No entanto, a questão a ser pensada é: a qual Deus estão adorando no dia verdadeiro?
Se adorarmos um deus falso no dia falso, ou adorarmos um deus falso no dia verdadeiro, tem alguma diferença?
A VERDADEIRA ADORAÇÃO se concretiza na harmonia dessas duas coisas: o dia em que se adora e o Deus a quem se adora. Se um deles não estiver de acordo com a Verdade, não há verdadeira adoração.
“Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade.”João 4:24
“E santificai os meus sábados, e servirão de sinal entre mim e vós, para que saibais que eu sou o YHWH vosso Deus.”Ezequiel 20:20
[1] Artigo original disponível em Inglês: http://documents.adventistarchives.org/Periodicals/RH/RH18540404-V05-11.pdf . Em Português: https://quartoanjo.com/wp-content/uploads/2020/10/rh-j.b.frisbie-04.04.1854.pdf .
[1] “E outro anjo seguiu, dizendo: Caiu, caiu Babilônia, aquela grande cidade, que a todas as nações deu a beber do vinho da ira da sua fornicação.” (Apocalipse 14:8); “E na sua testa estava escrito o nome: Mistério, a grande babilônia, a mãe das prostituições e abominações da terra.” (Apocalipse 17:5).
[1]“E havendo Deus acabado no dia sétimo [na versão Hebraica Verdadeiro Nome, aparece “acabado no sexto dia”] a obra que fizera, descansou no sétimo dia de toda a sua obra, que tinha feito. E abençoou Deus o dia sétimo, e o santificou; porque nele descansou de toda a sua obra que Deus criara e fizera.” (Gênesis 2:2,3).
[2] “E a vida eterna é esta: que te conheçam, a ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.” (João 17:3).
[3]“Lembra-te do dia do sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro, que está dentro das tuas portas.
Porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou; portanto abençoou o Senhor o dia do sábado, e o santificou.” (Êxodo 20:8-11); “Tu, pois, fala aos filhos de Israel, dizendo: Certamente guardareis meus sábados; porquanto isso é um sinal entre mim e vós nas vossas gerações; para que saibais que eu sou o Senhor, que vos santifica.” (Êxodo 31:13).


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